Hello Heaven
A decadent writer trapped in a parallel universe of fast motorcycles and pure melancholy.
“E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça — levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Dom Casmurro. (via animicida)

“— Sabe o que me assusta?
— Não, o que é?
— É essa sensação absurda de precisar de você todos os momentos do dia. Precisar tanto de uma pessoa para ser feliz me apavora, porque se você decidir ir, encontrará dezenas, até centenas de pessoas melhores do que eu. Mas eu não vou encontrar ninguém como você. Eu odeio muito depender de alguém que não precisa de mim para nada.”
Os porquês de Amélia Roswell.  (via animicida)


“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.”
As Vantagens de ser Invisível. (via animicida)

A ardência nos meus olhos já não mais incomodava. As lágrimas escorriam livres pelo meu rosto. Mas não haviam soluços, não havia barulho ou som algum. Era como se tivessem me dado uma grande dose de morfina. Eu olhava ao redor e nada fazia sentido. Dormir não fazia sentido. Dormir era uma maneira de te ter por perto nos meus sonhos. Eu me encontrava largada no chão gelado do banheiro. Fechava meus olhos e flashes dos nossos momentos juntos me deixava tonta. E eu só queria gritar, eu precisava gritar. Aquela dor ia me consumindo aos poucos. O vazio que eu sentia era desesperador. As batidas do meu coração estavam lentas, e eu podia senti-las quase parando dentro do meu peito. Então eu me dei conta de que eu ainda tinha tanta coisa para te falar. Tanta coisa que eu queria viver com você. Nossos planos, nossos desejos foram tirados de nós e doía tanto. Admito que machucou, que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia para onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Admito que o sofrimento daquele momento provou mais uma vez o quanto eu sou completamente apaixonada por você.
Blameless.




Para de doer, para de doer!” -gritava repetidas vezes para si mesma enquanto lágrimas sofridas banhavam seu rosto, manchando a pele pálida e alva. Estava cansada daquela sensação de impunidade, do nó na garganta e a certeza de que nada mudaria. E não havia nada a se fazer. Ninguém para recorrer ou um propósito no qual valesse a pena lutar. Era apenas um grande vazio. Estaria sendo precipitada se dissesse que o vazio que lhe incomodava era em razão de seus sentimentos secos e ocos. Sentia absolutamente tudo, mais do que deveria. Por isso a angústia, por isso as lágrimas. E apartir disso estava certa de que achara uma resposta para o labirinto de decepções que estava vivenciando tão dolorosamente. Entretanto, se perguntava se realmente valeria a pena fechar-se novamente para o mundo e desligar seus sentimentos por um tempo indeterminado sabendo que não chegaria à lugar nenhum, sabendo que isso só colaboraria para o estopim de seu sofrimento.

Blameless.


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